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Autor Convidado

v. 6 n. 12 (2013): Jul./Dez. Dossiê História e Ensino

História oficial e memória de trabalho: Argentina 1976-1983

DOI
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2013v6n12p15
Enviado
3 dezembro 2013
Publicado
03-12-2013

Resumo

Na prática real de grandes grupos sociais, a construção de uma memória particular dessas experiências de luta cumpre duas funções fundamentais. A primeira é como coesão grupal que define um "nós" e um "eles", uma forma de comportamento entendida como "correta" e toda uma concepção cultural "classista" que engloba e fundamenta elementos ideológicos e políticos. Em outras palavras, essa "memória" é central para a existência de uma determinada identidade. A segunda é que essas práticas e memórias constituem a matéria-prima da riqueza da experiência que permite a continuidade das lutas e atividades em busca dos interesses de classe. Além de seu resultado concreto, cada luta prefigura e contribui para as lutas posteriores, tornando a memória de ter lutado um poderoso elemento de percepção de classe. Este artigo examina os contrastes entre a memória "oficial" e a memória que cinco trabalhadores constroem de suas experiências durante a ditadura militar argentina de 1876 a 1983.

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