O artigo analisa como eventos climáticos extremos transformam-se em marcos temporais e efemérides da memória social e historiografia de determinada comunidade/região. Tem-se como estudo de caso a Geada Negra no norte do Paraná, que ocorreu em 1975, sob a ótica da História Ambiental e dos estudos sobre tempo histórico e memória. As fontes utilizadas, em sua maioria, são reportagens em jornais contemporâneos do evento e com rememorações. Como conclusão, argumenta-se sobre a necessidade de a historiografia considerar a presença de eventos naturais, extremos ou não, na constituição das estruturas temporais presentes na memória e na história das sociedades humanas.