Um eu se autoficciona no arquivo: “igual como?” de Ricardo Aleixo e as performances de si

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/boitata.2025v20.e53394

Palavras-chave:

Poesia brasileira, Autoficção, Performance, Arquivo, Famílias negras

Resumo

O poeta e performador Ricardo Aleixo, ocupando a cadeira n° 31 da academia mineira de letras e recebendo, em 2022, o título de Notório Saber pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), toma a cena da literatura brasileira pelas influências concretistas em sua poesia, além da mescla existente em suas obras poéticas com a música e a prosa. Reconhecendo tal versatilidade no trabalho do poeta, o artigo apresenta uma análise da forma e do conteúdo do poema “Igual como?” de Aleixo, exposto no livro Extraquadro (2021). Pretende-se explorar como a noção da autoficção enquanto performance, proposta por Klinger (2006), aparece nesse poema e, de que forma isso tensiona a busca do eu-lírico pela recuperação do arquivo de famílias negras, de modo a construir uma performance epistemológica, conforme propõe Martins (2021). O trabalho também expõe uma relação entre a ficcionalização do eu poético com o conceito de arquivo como manutenção da memória, debatido por Taylor (2013). Para isso, buscamos um paralelo entre este poema e artistas que compartilham da mesma busca pelo arquivo como Gilberto Gil em sua música “Babá Alapalá” (1977) e Aline Motta em sua arte visual “Filha Natural” (2022), identificando como as noções de autoficção, performance e arquivo aparecem nessas projeções artísticas.

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Biografia do Autor

Sabrina Lobo Tito, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Estudos de Literatura: Literatura Brasileira pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutoranda em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Referências

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

TITO, Sabrina Lobo. Um eu se autoficciona no arquivo: “igual como?” de Ricardo Aleixo e as performances de si . Boitatá, Londrina, v. 20, n. 40, p. 1–13, 2025. DOI: 10.5433/boitata.2025v20.e53394. Disponível em: https://www.ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/article/view/53394. Acesso em: 30 jul. 2026.