Este artigo apresenta o percurso metodológico do estudo de Machado (2023) sobre as territorialidades produzidas no Quilombo Passo dos Brum (São Sepé, RS), buscando demonstrar como as dinâmicas sociais, os laços de parentesco e a memória coletiva se entrelaçam para formar um território étnico. Os objetivos específicos foram analisar a estrutura social a partir dos troncos de parentesco, mapear as territorialidades via cartografia social e identificar as práticas culturais de resistência. A metodologia, desenvolvida entre 2017 e 2023, combinou métodos mistos com forte viés etnográfico. Os resultados apontam que a territorialidade do quilombo é um processo dinâmico sustentado por três pilares: os troncos de parentesco, a memória ancestral e as práticas culturais cotidianas, como eventos festivos e formas de uso da terra. Conclui-se que o quilombo se constitui como um espaço de (r)existência, onde a luta pela posse do território e a valorização da ancestralidade são centrais para a construção de uma identidade ressignificada, afirmando sua presença contra as pressões externas.
a cultural e territorial e reforça a relevância das práticas comunitárias na construção de identidades coletivas.