Identificação da suscetibilidade antimicrobiana de bactérias isoladas de cães e gatos com feridas traumáticas contaminadas e infectadas
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Palavras-chave

Feridas
Cães
Gatos
Infecção
Bactéria
Antibiograma.

Como Citar

Arias, M. V. B., Battaglia, L. de A., Aiello, G., Carvalho, T. T. de, & Freitas, J. C. de. (2008). Identificação da suscetibilidade antimicrobiana de bactérias isoladas de cães e gatos com feridas traumáticas contaminadas e infectadas. Semina: Ciências Agrárias, 29(4), 861–874. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2008v29n4p861

Resumo

As feridas traumáticas em cães e gatos são freqüentes na rotina da clínica veterinária. Em sua maioria são decorrentes de mordidas e atropelamentos. Muitas dessas feridas tornam-se contaminadas ou infectadas, não respondendo ao tratamento utilizado. Os objetivos deste trabalho foram avaliar os dados de animais com feridas traumáticas contaminadas e infectadas que apresentaram complicações durante o tratamento, como aumento da secreção, alteração da sua cor ou cicatrização inadequada, identificar as bactérias presentes nestas feridas e sua suscetibilidade a antibióticos e verificar se os antibióticos utilizados no início do tratamento eram adequados. Para isso realizou-se o acompanhamento de 18 animais (17 cães e um gato) com ferimentos de origem traumática, que não apresentaram boa evolução do quadro com o tratamento tópico e sistêmico instituído. Realizou-se a coleta da secreção de cada ferida com swab e posterior cultura em ágar sangue, obtendo-se 20 isolados bacterianos. Os bacilos Gram negativos foram detectadas em 70 % dos casos, sendo Pseudomonas o gênero predominante (30%), seguido pelo Proteus (20%). Dentre os Gram positivos (30% dos casos), Staphylococus e Streptococcus foram isolados com igual freqüência. Verificou-se susceptibilidade muito baixa das bactérias encontradas aos antimicrobianos testados (7% a 58,33%), enfatizando a necessidade de realização destes testes em bactérias isoladas de animais com ferimentos contaminados e infectados que não respondem adequadamente ao tratamento tópico e sistêmico.

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2008v29n4p861
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Copyright (c) 2008 Mônica Vicky Bahr Arias, Luana de Assis Battaglia, Graciane Aiello, Thacyana Teixeira de Carvalho, Julio César de Freitas

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