Influência das vitaminas C e E sobre a qualidade do semen criopreservado de Prochilodus brevis (Prochilodontidae, Teleostei)
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Palavras-chave

Antioxidantes
Criopreservação seminal
Curimatã comum
Peixe.

Como Citar

Almeida-Monteiro, P. S. de, Araújo, M. S. O., Pinheiro, R. R. R., Lopes, J. T., Ferreira, Y. M., Montenegro, A. R., … Vanderley, C. S. B. S. (2017). Influência das vitaminas C e E sobre a qualidade do semen criopreservado de Prochilodus brevis (Prochilodontidae, Teleostei). Semina: Ciências Agrárias, 38(4Supl1), 2669–2680. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n4Supl1p2669

Resumo

A criopreservação seminal permite a conservação em longo prazo dos gametas de diversas espécies, inclusive as ameaçadas, como a Prochilodus brevis. Contudo, a aplicação dessa biotecnologia pode causar danos às células espermáticas, reduzindo a qualidade seminal. Assim, tem-se buscado substâncias que minimizem os danos causados por esse processo, como os antioxidantes. Deste modo, este estudo objetivou avaliar a associação entre dois crioprotetores e duas vitaminas, em diferentes concentrações, sobre a qualidade do sêmen criopreservado de P. brevis. Para a criopreservação, o experimento foi realizado em duas etapas. Na primeira, o sêmen de 10 animais foi submetido a seis diferentes meios de congelação, oriundos da combinação de glicose 5%, dois crioprotetores (Dimetilsulfóxido [DMSO] ou Metilglicol) e duas vitaminas (C ou E a 0,0001 mg), para a criopreservação. Na segunda etapa, amostras de sêmen de oito animais foram diluídas em Glicose 5% e DMSO (melhor crioprotetor encontrado na primeira etapa), associados a três diferentes concentrações das vitaminas C ou E (0,01; 0,001 e 0,0001 mg). Em ambas as etapas, as amostras in natura e pós-descongeladas foram submetidas às análises de cinética, morfologia e integridade de membrana espermática. O sêmen criopreservado com DMSO apresentou resultados significativamente superiores (p < 0,05) comparado ao congelado com Metilglicol, independente da vitamina utilizada. A taxa de espermatozoides morfologicamente normais foi superior (p < 0,05) nas amostras contendo vitamina, contudo a vitamina E reduziu as taxas de motilidade espermática, independente do crioprotetor utilizado. Quanto às concentrações das vitaminas, obtiveram-se maiores taxas de motilidade quando se criopreservou sêmen com 0,01 e 0,0001 mg de qualquer uma das vitaminas. Entretanto, a maior concentração teve efeito deletério sobre a morfologia espermática de P. brevis. Portanto, a glicose associada ao DMSO e à menor concentração de vitamina C proporciona boa qualidade ao sêmen pós-descongelado de P. brevis.
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n4Supl1p2669
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