O Serviço Social Clínico como expressão reeditada do conservadorismo na profissão: tensionamentos para o projeto ético político
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-4842.2026.v29.53064Palavras-chave:
Serviço social, Conservadorismo, Projeto ético-político, Serviço social clínicoResumo
O presente artigo tem como objetivo, apontar alguns dos desafios postos ao Serviço Social contemporâneo, pelas tendências conservadoras na sua relação com o projeto ético-político. Produto de uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa realizada em publicações científicas articulada a uma análise documental, o texto, partindo da teoria social crítica marxista, pretende problematizar a seguinte questão: em que medida se localizam tendências conservadoras no Serviço Social no campo da produção de conhecimento e do debate, sobretudo a partir dos últimos dez anos? Para isso, partimos da hipótese de que há uma mescla de elementos constitutivos da pós-modernidade e um conservadorismo reeditado, que incidirão no Serviço Social. A profissão, compreendida como uma arena de disputa pela hegemonia por projetos profissionais, é atravessada por mudanças no que se refere ao conservadorismo e seu ressurgimento na profissão com outras nuances, como o Serviço Social Clínico, que caminha na direção contrária de todo processo crítico do Serviço Social brasileiro, que vem sendo construído desde os anos de 1980. Articulado a esse movimento, são abordados os constituintes sócio-históricos dos processos vivenciados no contexto brasileiro frente à exponenciação da emergência da extrema-direita entre os anos de 2018 e 2022, revelador de uma retomada do conservadorismo na sociedade brasileira. Por fim, enfatizamos a defesa da direção social estratégica assumida pelo Serviço Social brasileiro no sentido de refletir qual a potencialidade deste projeto profissional.
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