Este artigo analisa a construção discursiva de Triumpho, no Paraná, como uma “invenção regional” articulada por elites político-intelectuais a partir do final do século XIX. Examina como narrativas memorialísticas, relatos de viagem, cartografia e legislação municipal estiveram relacionadas com a forja de uma identidade paranaense centrada no mito do progresso, atribuído ao labor do imigrante europeu e à exploração da erva-mate. Argumenta-se que essa narrativa, ao mesmo tempo que legitimou a ocupação do território, produziu um passado esterilizado, consolidando uma imagem idealizada do interior paranaense.