A Memória e a Performance em Jazz, de Toni Morrison

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/boitata.2025v20.e53400

Palavras-chave:

Memória, Cultura, Jazz , Literatura afro-americana

Resumo

A literatura afro-americana de Toni Morrison, especificamente, o romance Jazz, apresenta-se como um campo fértil para a manutenção da cultura e tradições orais de África. Através da performance do texto, ela curva o tempo cronológico, possibilitando o acesso às memórias fragmentadas ancestrais que garantem não apenas a sobrevivência desses conhecimentos e dessa cultura, como também inscrevem suas transformações, recriações e rearranjos ao entrar em comunhão com a cultura europeia dos colonizadores. A escolha do jazz como forma e conteúdo do romance faz parte de um projeto de deslocar o pensamento do leitor, pois além de ser um estilo musical de raízes negras, é uma das primeiras formas de arte de África que foi aceita pelo homem branco, tirando essa cultura da margem e trazendo-a para o centro cultural americano. Ele tem por base os solos improvisados dos músicos, mas a obra final, é coletiva. Jazz é um romance de multiplicidades, de expansões rizomáticas, de experimentação com a linguagem, de efeitos sensoriais e expressivos e de reconstrução da memória.

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Biografia do Autor

Joyce Graziela Rosa, Universidade Federal de Uberlândia

Mestre em Estudos Lingüísticos e Literários do Inglês pela Universidade de São Paulo (USP). Doutoranda em Estudos Literários na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

ROSA, Joyce Graziela. A Memória e a Performance em Jazz, de Toni Morrison . Boitatá, Londrina, v. 20, n. 40, p. 1–11, 2025. DOI: 10.5433/boitata.2025v20.e53400. Disponível em: https://www.ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/article/view/53400. Acesso em: 30 jul. 2026.