La identidad docente en tiempos de agotamiento: entre la práctica pedagógica y la sociedad del cansancio
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.54507Palabras clave:
Condiciones de trabajo docente, Estrés profesional, Identidad profesional, Legislación educativa, SociedadResumen
El presente estudio investigó los impactos de las exigencias de una sociedad orientada a la superproducción en la práctica docente, con énfasis en la sobrecarga laboral y sus efectos en la identidad profesional del profesorado. Se adopta un enfoque cualitativo, fundamentado en una revisión integrativa de la literatura y en la articulación de los escritos de Byung-Chul Han sobre la sociedad contemporánea con las directrices normativas sobre la formación docente establecidas en las Resoluciones CNE/CP n.º 02/2015, n.º 02/2019 y n.º 04/2024. El objetivo fue comprender cómo la presión por el alto rendimiento y la lógica de la autoexplotación influyen en los docentes en sus dimensiones emocional, física y pedagógica. Los resultados evidencian que la intensificación de las tareas y las demandas de actualización continua contribuyen al agotamiento del profesorado, culminando en la pérdida de la satisfacción con la enseñanza, el debilitamiento de las relaciones pedagógicas y el desgaste de la identidad profesional. La docencia ha sido impactada, por lo tanto, por una cultura del rendimiento que estimula la productividad incesante, dificultando el equilibrio entre trabajo y bienestar. Se concluye que existe una necesidad urgente de reformular las prácticas institucionales y de implementar políticas de apoyo al professorado.
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