¿Quién llega ya orientado a la IA? Pertenencia sociotécnica y justicia curricular em la Educación Superior
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-7939.2026.v11.54939Palabras clave:
Autoría situada, Educación superior, Inteligencia artificial, Justicia curricular, Pertenencia sociotécnicaResumen
Este artículo analiza cómo desigualdades previas al uso de la inteligencia artificial generativa condicionan la relación de los estudiantes con estas tecnologías en la educación superior. En lugar de tratar las diferencias de desempeño como expresión de talento individual o de simple dominio técnico, el texto sostiene que resultan de distribuciones desiguales de repertorio cultural, seguridad lingüística, familiaridad con sistemas y autorización para experimentar, revisar y sostener una intención crítica. El objetivo es proponer el concepto de pertenencia sociotécnica como operador analítico para comprender por qué algunos sujetos llegan más orientados a la interacción con la IA que otros. Se trata de un ensayo teórico-analítico, fundamentado en Pierre Bourdieu, Sara Ahmed, Donna Haraway, Lucy Suchman, Ruha Benjamin y Paulo Freire. Se argumenta, por último, que la IA no crea aisladamente tales desigualdades, sino que las vuelve más visibles y las reorganiza, lo que exige de la universidad un enfoque de justicia curricular que vaya más allá del acceso a la herramienta e incorpore orientación, sospecha, iteración y autoría situada.
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