A Geografia da Inovação estuda como o espaço influencia e é influenciado pelos processos inovadores, destacando a importância da aglomeração espacial e da proximidade geográfica entre atores econômicos. No contexto da globalização, as cidades passaram por intensas transformações socioespaciais, resultando em crescimento populacional, adensamento urbano e consolidação de grandes centros. As cidades inteligentes (smart cities) surgem como resposta aos desafios da urbanização, utilizando tecnologias para otimizar serviços e infraestruturas urbanas. Tornam-se, assim, laboratórios de inovação, onde novos métodos são testados e indicadores orientam ações estratégicas. A competição entre cidades impulsiona o aprimoramento de políticas públicas e infraestruturas. No entanto, a implementação de soluções inteligentes requer adequação às diferentes escalas e contextos. É nesse cenário que se insere Imperatriz (MA), cidade média do Nordeste brasileiro. Este estudo analisa como os princípios da Geografia da Inovação e das cidades inteligentes podem ser aplicados à realidade local, considerando os elementos estruturantes urbanos. A partir dessa abordagem, buscou-se identificar gargalos tecnológicos e estratégicos que limitam o desenvolvimento de Imperatriz, ao mesmo tempo em que se reconhece seu potencial regional, propondo caminhos metodológicos para o fortalecimento urbano baseado na inovação e na adequação às demandas locais.