Água ozonizada no controle de podridões em bananas durante o armazenamento
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2025v46n6p1907Palavras-chave:
Musa spp, Ozônio, Modelos cinéticos, Saturação, Decaimento, Pós-colheita.Resumo
A banana é uma cultura de grande relevância econômica e socioambiental, com perdas significativas ocorrendo ao longo da cadeia de produção, especialmente na fase de pós-colheita. O uso de ozônio surge como uma alternativa promissora e segura aos tratamentos químicos convencionais para minimi-zar essas perdas. Este estudo teve como objetivo avaliar os modelos cinéticos da reação do ozônio em água em diferentes temperaturas e determinar a eficácia da imersão em água ozonizada no controle de podridões em bananas durante o armazenamento. Desta forma, foram testados cinco tratamentos na variedade de banana ‘Nanicão’: controle (sem imersão), imersão em água sem ozônio (dois e três ci-clos), e imersão em água ozonizada (dois e três ciclos). Cada ciclo durou 15 min. Após o tratamento, os frutos foram armazenados por 9 dias a 25 °C e 75% UR. Os resultados mostraram que a maior con-centração de ozônio e o tempo de meia-vida mais prolongado (117,6 minutos) foram alcançados a 15 °C. No entanto, na presença de bananas, a meia-vida foi drasticamente reduzida para apenas 0,9 min. Não houve efeito significativo do tratamento com água ozonizada no controle das podridões du-rante o armazenamento. Conclui-se que, embora a meia-vida do ozônio seja maior a 15 °C, a matéria orgânica presente na banana reduz substancialmente esse tempo, e a imersão em água ozonizada não foi eficaz no controle de podridões pós-colheita.
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